O Pôr-do-Sol

Tua cor de ouro vai sumindo dentro do mar
Teu enloirado é como um tesouro
que todo mundo quer conquistar.
Teu instante de fim de tarde é de encantar.

A tua luz vai desaparecendo, desaparecendo, desaparecendo.
E a noite devagarinho, devagarinho também vai nascendo.
Como um casal que se encontra, tornando-se um só corpo
tu também te encaixas no mar do porto.

A paisagem da cidade vai escurecendo
à escuridão da noite a luz do dia vai cedendo.
A tua cor que queimou muitas cores,
que com calor impulsionou muitos amores
vai descendo…

 Tu és agora um Rei morto
que no dia viveu solto

As águas mansas do mar
ficam com pontas brilhantes
Pra te contemplar.
Uma brisa gostosa vem balançar como o Carnaval
Os cabelos de uma linda morena tropical. 

O céu claro torna azulado
com a lua no alto substituindo seu amado
que no infinito vai sumindo.

Quando some completamente na imensidão
só fica o reflexo da cor avermelhada
inspirando no fim do dia a canção
e a noite recebendo uma cantada.

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